quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Telescópios rastreadores de ETs voltarão a funcionar após doações

Um complexo com 42 telescópios que monitora possíveis indícios de extraterrestres, na Califórnia, nos Estados Unidos, voltará a operar em algumas semanas, graças a doações particulares. O instituto deixou de funcionar após a interrupção de financiamento público.

Uma das líderes da campanha é a atriz Jodie Foster, que conseguiu levantar US$ 200 mil (R$ 318 mil) entre 2.400 doadores para o Seti (instituto de busca por inteligência extraterrestre, na sigla em inglês), que abriga o complexo Allen Telescope Array. O equipamento, que custou US$ 30 milhões (R$ 47,7 milhões), parou de operar após deixar de receber financiamento público, da Força Aérea americana. Em um comunicado no site de arrecadação, Foster disse que "o Allen Telescope Array poderia transformar a ficção científica em fatos científicos”, salientando que isso só ocorrerá se o monitoramento tiver continuidade. Outro doador foi o astronauta da Apollo 8, Bill Anders.

O instituto diz que o fundo deve ser suficiente para manter os telescópios na ativa até o final do ano. O projeto, no entanto, ainda depende da verba pública, que até então era repassada pela Força Aérea, preocupada com o rastreamento de detritos espaciais que podem danificar satélites. O astrônomo Seth Shostak, do Seti, disse à BBC, que o acordo com a Força Aérea americana ainda não foi retomado, mas se disse bastante confiante de que isso ocorrerá em breve. O financiamento também terá de ser aprovado pelo Congresso.

Thomas Pierson, diretor-executivo do Seti, disse que "para quem está interessado ​​em saber se há vida inteligente lá fora, em outros lugares de nossa galáxia, o Allen Telescope Array e nossa equipe de pesquisa no Seti são a melhor aposta." O complexo começou a operar em 2007, com o nome de seu maior doador, Paul Allen, co-fundador da Microsoft.

O Allen Telescope Array era inicialmente um projeto conjunto da Universidade da Califórnia/Berkeley e do Seti, mas a parceria foi desfeita após cortes no repasse de verbas públicas à universidade. O custo anual para a manutenção do projeto é de US$ 2,5 milhões (R$ 3,9 milhões). Em último caso, o complexo pode redirecionar suas atividades para a observação de planetas fora do sistema solar. Shostak defende, no entanto, a busca por indícios de vida extraterrestre. "As pessoas ainda pensam nessa mesma questão fundamental: 'Há alguém lá fora tão ou mais inteligente que nós?' É importante e vale a pena fazer (a pesquisa)." O projeto na Califórnia também contribui para a pesquisa de buracos negros e campos magnéticos na Via Láctea.
 O complexo que custou 30 milhões de dólares pode ter de redirecionar suas atividades (Foto: BBC).

Um comentário:

  1. Comentário recebido via email:

    Amigo VASCO:

    A notícia é boa.

    Entretanto, temos que avaliar algumas questões adicionais.

    O que se procura, são sinais de que uma tecnologia extra-terrestre tenha desenvolvido algo como nós o fizemos, cderca de CEM anos atrás: a transmissão de informações por meio de ondas derivadas da aplicação da radiação eletromagnética, Isso não seria impossível para os ET's, já que os pressupostos físicos são universais.

    Mas, onde estariam eles? Em princípio, em alguma regiões de nossa galáxia, principalmente poucos anos-luz de distância de nosso Sol.

    Por quê? Por admitir que as condições de formação de nosso sistema solar tenham sido aproximadamente idênticos para a nossa região no espaço. Mesmo assim, se existirem os tais ET's (e eu acredito que eles existem), fica difícil identificar possíveis emissões radio-elétricas que poderiam transmitir alguma informação. Isso porque, para que haja uma COMUNICAÇÃO, sõa necessários os seguintes fatores:

    - um EMISSOR;

    - um RECEPTOR;

    - um MEIO DE COMUNICAÇÃO (as ondas eletromagnéticas);

    - e o mais IMPORTANTE: UM CÓDIGO, que normalmente deve ser estabelecido de comum acordo entre o emitente e o receptor da mensagem.

    Suponha que as primeiras condições sejam estabelecidas em uma comunicação.

    Entretanto, o emissor fala GREGO e o receptor

    só entende LATIM. Não haverá comunicação (de idéias).

    Assim, não sou contra a reativação do projeto SETI. Só acho que os resultados podem demorar, e muito.

    Misturando um pouco de realidade com ficção, sugiro aos leitores desse comentário os seguintes livros/filmes:

    - 2001 - Uma odisséia no espaço (livro e filme);

    - 2010 - Uma odisséia no espaço II (livro e filme);

    - 2001 - Uma odisséia no espaço III (só livro);

    - 2001 - A oddisséia final (só livro);

    - CONTATO - CARL SEGAN (livro e filme);

    - JORNADA DAS ESTRELAS - O FILME (ficção pura e pura diversão).



    Temos que continuar a procurar por VIDA INTELIGENTE em nosso UNIVERSO.

    Já se sabe que, no único planeta habitado conhecido, isso não acontece.



    Abraços - LEVY

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